Não vou começar pelo começo porque demora um tempo até termos a coragem ou a necessidade surpreendente de colocarmos para fora aquilo que vai no coração...e que custa a extravasar. Às vezes, quando estamos acostumando a soltar os sentimentos em desenhos de letras, como se fossem bolinhas de sabão é mais fácil... mas quando se perde a magia da transparência e do colorido das mesmas custa a se retomar... para onde foram? Donde estão as inspirações que fazem as crianças sorrirem e os adultos se alegreram em uma canção?Mira, os adultos se alegraram com a magia das crianças e são elas que renovam as esperanças daqueles que perderam suas bolinhas de sabão.
Este foi o meu caso, a inspiração se foi quando ... como pode ser, algo tão vulnerável como nosso coração se rachar?Algo tão abstrato e colorido, tão sensível... se quebrar? Eu não sei, só sei que em um momento, que se congelou no tempo e no espaço, vi me inconformada, mas logo resignada ao desprendimento da bola de sabão... teria ido ela para onde?se perdeu no chão, em um breve espaço de tempo que não a vi, que a deixei cair...que não ficou na minha mão. Como se pode prender uma ave que tem em sua natureza a liberdade? Não poderia fazer muita coisa mais, se optasse por manter aquela bola, aquele centro, aquele mundo, aquele tudo em mim, colado na minha mão, automaticamente seria como se perdesse algo em mim, ou como se ficasse deficiente... teria que fazer tudo com muito cuidado porque a bola poderia se manchar..cair, explodir...sumir, derepente... Não... não prendi em minhas mãos, talvez em meu ser, a magia que não se pode explicar... Não tenho como comandar a inspiração... Ela vem e vai quando querer... quando mira, derepente ela se foi... mas deixando sempre a alegria, a cor e o mistério de uma bola de sabão.
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